Revista Criança Cidadã - Matérias

Arte e frevo juntos pela cidadania

Edição 06 - Março/Abril 2011

Além da Orquestra, música é foco de outra ação da ABCC: o Frevart

Para quem não sabe, a Associação Criança Cidadã (ABCC) incentiva outra ação de inclusão social por meio da música, além da Orquestra Criança Cidadã, de que é gestora: o Frevart. Trata-se de um projeto que trabalha em conjunto com a escola oferecendo aulas de iniciação musical e conserto de instrumentos, com enfoque especial – como já diz o nome – no frevo.

Desde 2002, quando teve a primeira sede no bairro de Santo Amaro, no Recife, o Frevart vem ajudando crianças e adolescentes a encontrarem, na música, não só um caminho para a profissionalização, mas uma possibilidade para compreenderem os valores da vida. “Acima de tudo, queremos mostrar bons exemplos, disciplinar e apoiar a trajetória de formação cidadã de cada um dos alunos”, explica o coordenador-geral do projeto e presidente da Associação Cultural Orquestra Frevart, Jorge Alexandre da Silva.

Para sobreviver, esse sonho conta com a ajuda de parcerias. A ABCC desde 2005 contribui doando instrumentos musicais de sopro, material didático, administrativo e uma quantia mensal para a manutenção do projeto. “A Associação é, com certeza, a nossa maior parceira nessa luta para afastar nossos jovens e crianças dos perigos sociais aos quais estão expostos”, enfatiza Jorge Alexandre.

Um dos frutos positivos que o Frevart já colhe é o jovem Cleibson Inácio do Nascimento, 17, que toca trombone na Orquestra do projeto e na Banda de Música do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), além de monitorar alunos novatos. “Uma grande contribuição do Frevart é que ele usa a música como a maior arma contra a violência. É um privilégio, para mim, passar o conhecimento que aprendi para outras pessoas”, disse o garoto, que já recebeu o primeiro cachê nas apresentações que realizou com a Orquestra no Carnaval deste ano.

Para outras pessoas, a sensibilidade que a música desenvolve e a capacidade de interpretar e traduzir essa emoção são habilidades que já fazem parte do dia a dia. É o caso da aluna da 8ª série do IEP Alice Tatiana Lima. “Eu faço balé clássico desde os cinco anos, mas não sabia o significado da música para a dança até entrar no Frevart. Aqui, eu aprendi que posso demonstrar uma expressão triste ou alegre através do meu movimento”, explica a baliza da Banda de Música do IEP, que, com fitas e bastões, interpreta, para o público, o sentimento que a música lhe inspira.

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